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Representantes de todos os estados do país estarão reunidos, até esta quinta (6), no evento on-line “Reunião de Coordenadores da Hanseníase 2020”. Promovido pelo Departamento de Doenças de Condições e Infecções Sexualmente Transmissíveis – DCCI, do Ministério da Saúde, o encontro pretende estimular, a partir da discussão e compartilhamento de experiências dos Núcleos de Telessaúde, a inovação em saúde digital para o cuidado integral em hanseníase.

A programação contará com palestras e debates por macrorregiões. Nesta terça (4), dia de abertura da reunião, foram apresentadas as experiências da Região Nordeste. Participaram técnicos de hanseníase das secretarias estaduais de Saúde, representantes das coordenações do programa de hanseníase e coordenadores de núcleos de telessaúde estaduais.

Daiana Alves, gestora do serviço de Telessaúde da Secretaria da Saúde da Bahia, falou sobre a importância do encontro e apresentou, em parceria com técnicos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica- (Divep), as experiências no uso do Telessaúde para o controle da hanseníase. Dentre as ações destacadas pela gestora, está o minicurso sobre hanseníase, que qualificou mais de dois mil profissionais e gestores de saúde no estado.

Também destacou-se a produção de materiais como as webpalestras, as teleconsultorias respondidas sobre a temática e o serviço de telediagnóstico em dermatologia.

 

Hanseníase

A Hanseníase é um agravo crônico com período prolongado de incubação, cujo diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, por meio da história clínica, exame dermatoneurológico e situação epidemiológica. A doença, causada pelo Mycobacterium Leprae compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, é transmitida por meio das secreções das vias respiratórias (nariz e boca) para as pessoas que convivem com o doente não tratado.

De 2010 a 2019, foram notificados 23.859 casos novos de hanseníase na Bahia, dos quais 1.684 (7,1%) eram em menores de 15 anos de idade. Nesse período, a taxa geral de detecção anual de casos novos foi reduzida em 29,2%, passando de 18,79 para 14,55/100 mil hab.; e, na faixa etária de menores de 15 anos, a redução foi de 39,4%, de 5,43 para 3,29/100 mil hab., considerado endemicidade “alta” segundo os parâmetros nacionais. A identificação de casos em menores de 15 anos tem relação com doença recente e focos ativos de transmissão, sendo o acompanhamento epidemiológico muito importante para o controle da hanseníase.

O grupo técnico do Programa Estadual de Hanseníase da Bahia tem desenvolvido ações para aumentar a detecção precoce de casos novos, prevenir as incapacidades físicas e fortalecer o sistema de vigilância para a hanseníase, integrando o cuidado ao paciente no conjunto das ações de atenção à saúde.  Para saber mais Informações sobre Hanseníase, acesse: http://www.saude.ba.gov.br/suvisa/vigilancia-epidemiologica/hanseniase/