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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o Ministério da Saúde (MS) NÃO recomendam o ensino do autoexame como método de rastreamento de câncer de mama, devido à ausência de recomendações e possíveis danos e benefícios incertos¹ ². A orientação mais recente sobre o autoexame é que a mulher realize a autopalpação/observação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias². É importante orientá-la sempre que identificar alguma alteração suspeita em suas mamas a procurar esclarecimento com a equipe de saúde e a participar das ações de detecção precoce do câncer de mama.

O autoexame da mama deixou de ser indicado para identificar e prevenir o câncer de mama, por não ser um método capaz de descobrir tumores até 1 centímetro, com isso o risco das mulheres ao se autoapalparem e não identificar nenhuma alteração, podem deixar de procurar atendimento médico e não realizarem os exames de detecção.

Sendo assim a baixa efetividade do exame e possíveis danos estão associados a essa prática, tais como: lentidão na confirmação, não identificação de lesões pré-malignas, lesões muito pequenas (antes de se tornarem câncer). Vale ressaltar a importância de orientar essas mulheres no conhecimento do seu corpo e no reconhecimento de alterações suspeitas a procurar de um serviço de saúde o mais cedo possível quando identificar alguma alteração casualmente. É fundamental permanecer a orientação do diagnóstico precoce do câncer de mama. A mulher deve ser estimulada a conhecer seu corpo e saber identificar o que é normal e perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais em suas mamas em situações no cotidiano, sem uma periodicidade e técnicas preconizadas como anteriormente.

Sinais de alerta:

  • Nódulo na mama;
  • Secreção nos mamilos;
  • Alteração da pele na região das mamas e/ou nódulos nas axilas.

Diante dessas alterações, deve-se orientar a mulher procurar uma avaliação com a equipe de saúde para uma investigação dos sinais e sintomas presentes.

É importante ressaltar que o rastreamento não é capaz de prevenir a doença e sim diagnosticá-la em estágios sem manifestações clínicas¹.

 

Referências

1.BRASIL. Ministério da Saúde. Rastreamento. Brasília, DF, 2010. (Série A: Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Primária, n. 29).

2.INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Detecção precoce do câncer de mama. Disponível em: https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/acoes-de-controle/deteccao-precoce. Acesso em: 07 de outubro de 2020.

3.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e da mama (Cadernos de Atenção Básica, n. 13. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.