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O auto monitoramento da glicemia por intermédio da medida da glicemia capilar é considerado uma ferramenta importante para seu controle, sendo parte integrante do auto cuidado das pessoas com diabetes mellitus usuárias de insulina compreendidos como diabetes mellitus Tipo 1, diabetes mellitus tipo 2  e diabetes gestacional.

Com os dados obtidos por meio das glicemias é possível conhecer o perfil glicêmico identificando as tendências de oscilações, avaliar o impacto da alimentação ingerida, das atividades físicas e as medicações em uso. Também conhecer as situações que podem causar hiperglicemias ou hipoglicemias, saber identificar se determinados sintomas tem correlação com algum tipo de descontrole da glicemia e a equipe de saúde pode identificar a necessidade da mudança do plano terapêutico.

Portanto, a auto monitorização glicêmica deve está integrada ao processo terapêutico acompanhada por uma equipe de profissionais despertando o indivíduo e familiares/ responsáveis para o desenvolvimento do auto cuidado por meio do que chamamos de educação em diabetes. Para o sucesso da auto monitorização glicêmica são identificados alguns aspectos importantes tais como: manusear o glicosímetro corretamente, estabelecer metas glicêmicas (jejum, pré e pós prandias), montar o diário de glicemia estabelecendo os horários definidos, saber interpretar o padrão glicêmico e agir em casos de hiper e hipoglicemias.

No tocante a frequência das glicemias capilares que compõe o mapa glicêmico, este deve ser determinado individualmente, dependendo da situação clínica, do plano terapêutico, do esquema de insulinização e compromisso do usuário para o auto cuidado e da sua capacidade de modificar sua medicação a partir das informações obtidas. Segundo a legislação vigente no País as glicemias deverão ser realizadas de 3 a 4 vezes ao dia e em horários definidos e com maior frequência em descontroles glicêmicos. Manter o bom controle glicêmico é fundamental para ter qualidade de vida e prevenir complicações decorrentes do diabetes.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Caderno de Atenção Básica. Estratégia para o Auto Cuidado da Pessoa com Doença Crônica 1. ed. Brasília: MS, 2014. 110 a 148p.

______. Ministério da Saúde. Lei nº 13.895 de 30 de outubro de 2019. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13895.htm

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira da Diabetes 2019-2020. São Paulo:Clannad;33p.

Responsável técnica: Maria das Graças Velanes de Faria – Enfermeira, educadora em diabetes, pós-graduada em gerenciamento de sistemas de saúde, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional BA.