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O diagnóstico da sífilis exige uma correlação entre dados clínicos, resultados de testes laboratoriais, histórico de infecções passadas e investigação de exposição recente. Apenas o conjunto dessas informações permitirá a correta avaliação diagnóstica de cada caso e, consequentemente, o tratamento adequado. Quando o TR treponêmico for utilizado como o primeiro teste, nos casos reagentes, uma amostra de sangue venoso deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste não treponêmico laboratorial e definição do diagnóstico. A figura abaixo demonstra fluxograma que resume as oportunidades de testagem com TR e a conduta frente a um resultado reagente na gestante¹(A).

Observe o quadro abaixo:

 

Obs: Quanto mais tardio for o tratamento, maior será a possibilidade de o resultado do teste permanecer reagente para sempre. Porém, os títulos encontrados nos testes não treponêmicos serão baixos (entre 1:2 a 1:4), e os testes treponêmicos serão reagentes. Esses resultados podem permanecer estabilizados pelo resto da vida, sem que isso indique a necessidade de retratamento. A possibilidade de reinfecção deve ser considerada quando um paciente previamente tratado apresentar o aumento do título em duas ou mais diluições no teste não treponêmico quantitativo, quando comparado com os resultados dos testes anteriores – por exemplo, quando o título de 1:2 estabilizado pós-tratamento sobe para 1: 8 no exame de controle.

 

 Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para prevenção da transmissão vertical de hiv, sífilis e hepatites virais. Brasília, DF, 2018 [acesso em 20 dezembro 2018] disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/pub/2015/57801/pcdt_tv_20_08_18.pdf.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015

Teleconsultoria respondida por: Naiara F. C. De Andrade, Enfermeira, Teleconsultora Enfermeira do TelessaúdeBA-FESF-SUS/SESAB, Graduada em Enfermagem pela Estácio, Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Atualiza.