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A tricomoníase é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) sintomática que se enquadra como síndrome de corrimento vaginal.¹ As infecções pelo Trichomonas vaginalis (Tricomoníase), geralmente estão associadas com outras ISTs e é um indicador de comportamento sexual de risco.¹

Os sinais e sintomas da tricomoníase na mulher são:
• Corrimento excessivo, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso;
• Prurido e/ou irritação vulvar;
• Dor pélvica (ocasionalmente);
• Sintomas urinários (disúria, polaciúria) e ;
• Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de framboesa).

O diagnóstico da tricomoníase é feito por meio da visualização dos protozoários móveis em material do ectocérvice, por exame bacterioscópico a fresco ou pela coloração de Gram, Giemsa, Papanicolaou, entre outras. Na tricomoníase vaginal pode haver alterações morfológicas celulares, alterando a classe do exame citopatológico, o qual deve ser repetido três meses após o tratamento para avaliar a persistência das alterações.¹,²
No homem a tricomoníase é considerada como uretrite não gonocócia e deve ser considerada quando não há resposta ao tratamento para Clamídia.² As parcerias sexuais devem ser tratadas, ainda que não apresentem sinais e sintomas.³

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral a Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT), publicado este ano (BRASIL, 2015), em seu capítulo 5, que modifica algumas orientações que estavam preconizadas pelo Manual de Bolso de DST e HIV publicado em 2006.²
É importante fornecer informações sobre as IST e sua prevenção aos pacientes, ofertar testes para HIV, sífilis, hepatite B, gonorreia e clamídia (quando disponíveis).¹,²

Referências

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016.

2. BRASIL. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília. Ministério da Saúde. 2015. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2015/58357/pcdt_ist_10_2015_final_2_pdf_15143.pdf>. Acesso em: 02 de dezembro de 2020.

3. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de ISTs, Aids e Hepatites Virais. Doenças de condições crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/tricomoniase. Acesso em: 02 de dezembro de 2020.