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Diante da sinéquia vaginal, também conhecida como coalescência de pequenos lábios, é preciso orientar, sobretudo, a boa higiene local. Pode-se adotar a conduta expectante, para os casos de coalescência parcial em criança assintomática e sem complicações (dificuldade de urinar, infecção de urina, vulvovaginites), aguardando resolução espontânea com a melhora da higiene e após o fim do uso de fraldas. A partir da puberdade, a estrogenização fisiológica também pode promover resolução espontânea.¹

Para os casos sintomáticos (prurido, ardor, corrimento vaginal) ou na presença de complicações, pode-se recomendar o tratamento tópico com cremes estrogênicos, creme de betametasona a 0,05% ou vaselina pura. Após a separação, é necessário manter a região higienizada e umedecida ( óleo infantil ou cremes a base de vitamina A e D) por pelo menos 30 dias.¹ A abordagem cirúrgica é controversa e raramente indicada.

É importante esclarecer os responsáveis que não se trata de uma malformação e reforçar os cuidados de higiene, pois as vulvovaginites favorecem a recidiva.¹

Bibliografia selecionada

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria. 4ª. Ed- Barueri, SP: Manole, 2017.
  2. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017 Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [acesso em 20 jan 2019] disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html 

 

Teleconsultoria respondida por: Andréa Souza Perez Granja, Médica de Família e Pediatra, Teleconsultora Médica do Telessaúde BA-FESF-SUS/SESAB, graduada em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, título de especialista em Medicina de Família e Comunidade pela SBMFC, residência em Pediatria pelo HUPES.