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Diante o enfrentamento da pandemia da COVID-19, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), orienta que “a vacinação deve ser considerada um serviço de saúde essencial e imprescindível que NÃO DEVE SER interrompida¹.”

As orientações gerais aos serviços de vacinação são obedecer as diretrizes nacionais sobre distanciamento social considerando a situação local de carga de doenças imunopreveníveis, no contexto da transmissão local pelo SARS-CoV-2 (sem casos, casos esporádicos, conglomerados ou transmissão comunitária), além de outros fatores, como dados demográficos e a disponibilidade de vacinas e insumos.¹ ² Dessa forma, cada local precisa avaliar seus riscos epidemiológicos e as condições estruturais do sistema de saúde para realizar a vacinação de forma segura. Essa é a discussão atual em todo o mundo e, para a tomada de decisão, alguns fatores devem ser considerados:

“ Toda estratégia de vacinação (rotina ou campanhas) deve considerar a obrigatoriedade do distanciamento social e outras medidas preventivas para a COVID-19, como aquelas que permitam evitar aglomerações, contato entre pessoas doentes e saudáveis, bem como as boas práticas de higiene individual e coletiva devem ser mantidas e reforçadas;

Estratégias alternativas para a realização da vacinação devem ser avaliadas no contexto local e adaptadas de forma a garantir a segurança dos trabalhadores da saúde e da comunidade. Além das citadas acima é necessário reforçar estratégias de distanciamento, especialmente de idosos e pessoas que vivem com doenças crônicas;

Estimular fortemente a vacinação de rotina ou mesmo as de campanhas em ambientes alternativos, como escolas, clubes e igrejas – áreas ociosas neste momento. Na impossibilidade disso, colocar os pacientes que procuram por vacina de rotina em outros ambientes, logo na chegada, para não permanecerem na mesma sala com a população em geral;

Estipular horários diferenciados para a vacinação de rotina, em especial para as crianças;

Estimular vacinação domiciliar de crianças ou outros grupos de risco;

Otimizar o calendário de vacinação, com a aplicação do maior número de vacinas possível na mesma visita, desde que se respeite o intervalo mínimo entre as doses e, se for o caso, entre vacinas;

Orientar a população para que não busque a vacinação na presença de sintomas respiratórios ou febre, e que, nesse caso respeitem o período de 14 dias do isolamento antes de voltar ao serviço de vacinação. ¹ ²”

Vale ressaltar que cada município deve se organizar para oferecer os devidos cuidados quanto à segurança e higiene tanto do profissional de saúde quanto da população. Isso deve ser pactuados com todas as equipes e divulgado para população. Realmente o objetivo é evitar a aglomeração de pessoas e aumentar a cobertura vacinal.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  1. Sociedade Brasileira de Imunizações. Informe técnico–09/04/2020- Vacinação de rotina durante a pandemia de COVID-19. Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nota-tecnica-sbim-vacinacao-rotina-pandemia.pdf>. Acesso em: 28/07/2020.

 

  1. Ministério da Saúde. Ofício Nº 173/2020/CGPNI/DEIDT/SVS/MS: Orientações sobre o funcionamento dos serviços de vacinação do Sistema Único de Saúde no contexto da pandemia da COVID-19 (MS). Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/sei-ms–0014289729—oficio173-2020-cgpni-deidt-svs-ms.pdf. Acesso em: 28/07/2020.

Leitura complementar

Sociedade Brasileira de Imunização. Cartilha PANDEMIA DA COVID-19 – O QUE MUDA NA ROTINA DAS IMUNIZAÇÕES, Junho de 2020. Disponível em: <https://sbim.org.br/images/files/cartilha-campanha-sbim-sbp-unicef-200611b-web.pdf>. Acesso em: 11 de setembro de 2020.