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Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil o controle do contato deve ser realizado fundamentalmente pela atenção básica. É necessário convidar todos os contatos para comparecer à unidade de saúde para serem avaliados, realizando uma criteriosa anamnese e exame físico. Sendo assim, a conduta frente à estes casos seria de acordo com o quadro clínico apresentado, considerando-o como sintomático ou assintomático, a saber¹:
  • Sintomáticos: crianças ou adultos (incluindo pessoas com HIV/aids) deverão ter sua investigação diagnóstica ampliada com radiografia de tórax, baciloscopia de escarro e/ou outros exames, de acordo com cada caso¹.
  • Assintomáticos adultos e adolescentes (> 10 anos): realizar Prova Tuberculínica (PT) e tratar ou não ILTB (infecção latente), conforme orientações do tratamento preventivo da tuberculose, após afastada doença ativa por meio de exame radiológico¹.

Os contatos menores de cinco anos, pessoas com HIV-aids e portadores de condições consideradas de alto risco devem ser considerados prioritários no processo de avaliação de contatos e tratamento de ILTB¹.

Em relação à conduta em caso de recém-nascidos co-habitantes de caso índice bacilífero, orienta-se a quimioprofilaxia primária da seguinte forma: o recém-nascido não deverá ser vacinado ao nascer. A Isoniazida (H) é administrada por três meses e, após esse período, faz-se a prova tuberculínica – PT. Se o resultado da PT for ≥ 5 mm, a quimioprofilaxia deve ser mantida por mais três meses; caso contrário, deve-se interromper o uso da isoniazida e vacinar com a BCG ¹ ².

Vale ressaltar a importância de realizar visita domiciliar sempre que possível, para melhor entendimento das circunstâncias que caracterizam os contatos identificados na entrevista do caso índice. Listar todos os contatos e suas respectivas idades , estabelecendo qual é o tipo de convívio (casa, ambiente de trabalho, escola etc.), como também, as formas de localização devem ser identificadas (endereço e/ou telefone)¹.

Referências

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil – Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Tratamento diretamente observado (TDO) da tuberculose na atenção básica: protocolo de enfermagem – Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

 

Teleconsultoria respondida por: Elis Carla C. M. Silva, Enfermeira, Teleconsultora Enfermeira do TelessaúdeBA-FESF-SUS/SESAB, Graduação em Enfermagem pela UFS, Especialista em Atenção Básica com ênfase em Saúde da Família pela UFMGS, Especialista em Micropolítica da Gestão e do Trabalho em Saúde pela UFF.