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O diagnóstico da Esquistossomose por método indireto, como a Sorologia Elisa IgG, deve ser reservada aos
casos novos suspeitos, após tentativas de identificação de ovos nas fezes (03 amostras pelo método Kato Katz). Considera-se caso suspeito, o indivíduo residente e/ou procedente de área endêmica com quadro clínico sugestivo das formas aguda, crônica ou assintomática, com história de contato com as coleções de água onde existem caramujos eliminando cercarias. ¹

Todos os casos suspeitos devem ser notificados conforme a classificação do município em endêmico ou indene. ¹

No link abaixo, é possível acessar a nota técnica publicada pela Secretaria da Saúde do Estado – Sesab que apresenta as recomendações para o diagnostico da Esquistossomose no Estado:

http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Nota-Técnica-DIVEP-LACEN-nº08-Esquistossomose-assinada.pdf

O diagnóstico da esquistossomose é orientado pela apresentação clínica e história do paciente que tenha tido contato com águas contendo caramujos infectados na área endêmica e confirmação diagnóstica realizada por meio de exames laboratoriais. É necessário avaliar história pregressa e a epidemiologia local. ²

Os métodos indiretos de diagnóstico são baseados em mecanismos imunológicos, envolvendo reação de antígeno anticorpo. Quando positivos, não indicam obrigatoriamente infecção ativa, pois a positividade, devido a presença de anticorpos, pode permanecer por muitos anos, mesmo após a cura da infecção. ²

Referências

1. Governo do Estado da Bahia. Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Nota técnica no. 05/2019 DIVEP/LACEN/SUVISA/SESAB. [acesso em 30 out 2019] disponível em:http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Nota-Técnica-DIVEP-LACEN-nº08-Esquistossomose-assinada.pdf

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica.
Vigilância da Esquistossomose Mansoni: diretrizes técnicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 4. ed. – Brasília: Ministério da Saúde,
2014 [acesso em 30 out 2019] disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigilancia_esquistossome_mansoni_diretrizes_tecnicas.pdf

Teleconsultoria respondida por Andrea Granja: Teleconsultora médica do Telessaúde – BA.