COMPARTILHE

Os testes treponêmicos (testes rápidos) são testes que detectam anticorpos específicos produzidos contra os antígenos do Treponema pallidum¹ ², assim são os primeiros a se tornarem reagentes. Na maioria das vezes, permanecem reagentes mesmo após o tratamento, pelo resto da vida da pessoa. Os testes não treponêmicos, por sua vez, detectam anticorpos anticardiolipina, que não são específicos para o Treponema pallidum¹ ². Como a gestante apresenta um teste treponêmico reagente (teste rápido) e um teste não treponêmico (VDRL) não reagente, deve ser realizado um novo teste treponêmico com metodologia diferente do primeiro (FTA- Abs – TPHA – EQL – ELISA), para conclusão do diagnóstico. Vale ressaltar que devido ao cenário epidemiológico atual, recomenda-se tratamento imediato, com benzilpenicilina benzatina (assim como foi feito), após apenas um teste reagente para sífilis (teste treponêmico ou teste não treponêmico) para as seguintes situações (independentemente da presença de sinais e sintomas de sífilis):

› Gestantes;

› Vítimas de violência sexual;

› Pessoas com chance de perda de seguimento (que não retornarão ao serviço);

› Pessoas com sinais/sintomas de sífilis primária ou secundária;

› Pessoas sem diagnóstico prévio de sífilis.

 

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais – Brasília: Ministério da Saúde, 2020 [acesso em 20 de agosto de 2020]. Disponível em: www.aids.gov.br/pt-br/pub/2015/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-prevencao-da-transmissao-vertical-de-hiv.

 

  1. ___________. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.   Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções sexualmente Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. [acesso em 20 de agosto de 2020]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_terapeutica_atencao_integral_pessoas_infeccoes_sexualmente_transmissiveis.pdf

 

  1. ___________.    Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) [acesso em 20 de agosto de 2020.]. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/