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O Dia Mundial sem Tabaco foi instituído em 1987, pela Organização Mundial da Saúde – OMS, para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Anualmente, no Dia Mundial sem Tabaco, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) promove e articula uma grande comemoração nacional sobre o tema.

O tabagismo é a causa prevenível mais importante de aproximadamente metade das doenças dos países em desenvolvimento, causando grande impacto no desenvolvimento econômico e social destes países. No Brasil, o tabagismo é considerado problema de saúde pública e seu controle sistemático tem sido realizado desde 1989, quando o Ministério da Saúde, por meio do INCA, criou o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) que é referência mundial.

O objetivo geral do programa é reduzir a prevalência de fumantes no Brasil e a consequente morbimortalidade por doenças relacionadas ao tabaco, com ações implementadas de forma descentralizada, utilizando o sistema de gerência do SUS.

Na Bahia, em média 100 municípios participam do PNCT por ano, tendo por volta de 3 mil pacientes atendidos no Programa. Aproximadamente 60% dos pacientes atendidos são do sexo masculino e 40% do sexo feminino. A maioria dos pacientes tem entre 18 e 60 anos, seguidos dos pacientes acima dos 60 anos e em menor quantidade estão os pacientes menores de 18 anos.

Em tempos de pandemia de COVID-19 torna-se ainda mais necessária a conscientização dos riscos do tabagismo a saúde. Sabe-se que o tabagismo atua como fator agravante da COVID-19. Entre os infectados por COVID-19, os fumantes têm um risco duas vezes maior de internações em unidades de terapia intensiva, de necessitarem de ventilação mecânica e de evoluírem para óbito, se comparados a não fumantes infectados.

As substâncias tóxicas da fumaça do cigarro e similares enfraquecem o sistema imunológico, tornando os fumantes mais vulneráveis às infecções bacterianas e virais. Doenças associadas ao tabagismo como câncer, doenças pulmonares e diabetes também oferecem maior risco para as complicações da COVID-19.

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Fonte: DGC