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Sim. Todos os RN (recém-nascido) com baixo peso ou pré-termo devem ser triados, apesar de existir predisposições a resultados falsos positivos e falsos negativos. Ocorrendo, serão reavaliados no seguimento, retestados e acompanhados por protocolos de cada doença. O mais importante de tudo é que se garanta o diagnóstico mais precoce possível para que não ocorram atrasos no diagnóstico com prejuízos a saúde da criança (Brasil, 2016).

RN pré-termos têm volume de sangue pequeno, entre 80 mL/kg e 90 mL/kg de seu peso corporal, portanto as coletas de sangue devem ser otimizadas, para reduzir possíveis danos a tais recém-nascidos (20 µL a 100 µL são suficientes por amostra). Além disso, as punções de calcanhar devem ser evitadas, sendo recomendada a coleta de sangue venoso periférico, não utilizando linhas venosas de infusão de medicamentos ou nutrição parenteral. Triagem seriada, com a obtenção de pelo menos três (03) amostras em tempos diferentes, é recomendada como paradigma mais expediente e eficiente; pode-se chegar a até quatro (04) ou cinco (05) amostras, se necessário (Ibidem, p. 39).

Segundo ainda o Manual Técnico de Triagem Neonatal Biológica do Ministério da Saúde (2016, 39-40) as recomendações são as seguintes:

  1. Primeira amostra: deverá ser obtida por punção venosa logo na admissão do recém-nascido pré-termo à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), antes da utilização de nutrição parenteral, transfusão de hemoderivados e/ou início de tratamento intensivo com esteroides, aminas vasoativas, antibióticos, etc.
  2. Segunda amostra: deverá ser obtida entre 48 e 72 horas de vida do RN que se mantém internado, também por punção venosa, independentemente de sua condição clínica;
  3. Terceira amostra: deverá ser obtido logo à alta do RN ou aos 28 dias de vida do bebê retido em hospital, o que ocorrer primeiro; essa terceira amostra para triagem neonatal tem foco principalmente em pré-termos com menos de 34 semanas de idade gestacional ou peso menor que 2.000 gramas ao nascimento, pela maior imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide e risco relacionado de perda diagnóstica por resultado falso negativo.

Referência Bibliográfica:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Triagem neonatal biológica: manual técnico. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 83p.

 

Teleconsultoria respondida por: Elis Carla C. M. Silva, Enfermeira, Teleconsultora Enfermeira do TelessaúdeBA-FESF-SUS/SESAB, Graduada em Enfermagem pela UFS, Especialista em Atenção Básica com ênfase em Saúde da Família pela UFMGS, Especialista em Micropolítica da Gestão e do Trabalho em Saúde pela UFF.