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O ideal é que as parcerias sexuais sejam trazidas para aconselhamento, diagnóstico e tratamento pelos próprios usuários. No caso do não comparecimento das parcerias sexuais comunicadas, existem algumas atividades que poderão ser desenvolvidas, conforme a disponibilidade de cada serviço.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST¹, uma das formas de convocar as parcerias é a comunicação por cartão. Para isso, o profissional deverá no momento da consulta obter o nome, endereço e outras informações de identificação da parceria sexual, para o preenchimento do cartão. Caso as parcerias sexuais não atendam à comunicação em um prazo de até 15 dias, esta poderá ser feita por correspondência e outros meios, garantindo a confidencialidade da informação, como por exemplo: contato telefônico e/ou eletrônico, ou até mesmo a utilização de algumas redes sociais. Uma outra forma de comunicação é por meio da  busca ativa, porém essa modalidade só poderá ser executada quando se esgotarem todos os recursos disponíveis e havendo acesso ao endereço.

Diante disso, vale ressaltar que a parceria ao chegar ao serviço de saúde, deve ser considerada portadora da mesma infecção que acometeu o caso-índice, mesmo que não apresente sinal ou sintoma, e receber o mesmo tratamento recomendado para a condição clínica¹.

As parcerias sexuais de gestantes com IST e as gestantes parceiras de pessoas com IST que não atenderem à comunicação para tratamento devem ser priorizadas para busca ativa”¹ (pág. 38).

Para mais informações sobre as recomendações quanto ao seguimento da sífilis adquirida na população geral, consultar o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST”, disponível em: <http://www.aids.gov.br/pcdt.

Referências

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

Teleconsultoria respondida por: Naiara F. C. De Andrade, Enfermeira, Teleconsultora Enfermeira do TelessaúdeBA-FESF-SUS/SESAB, Graduada em Enfermagem pela Estácio, Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Atualiza.