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Conforme o Ministério da Saúde, “O tratamento adequado, iniciado antes de 18-20 semanas de gravidez, independente do estágio da doença materna, apresenta eficácia de quase 100%, ou seja, evita que o bebê nasça com sífilis congênita¹”, A sífilis congênita é passível de prevenção quando a gestante infectada por sífilis é tratada adequadamente ².

Com relação a transmissão vertical HIV, em gestações planejadas, com intervenções realizadas adequadamente durante o pré-natal, o parto e a amamentação, o risco de transmissão vertical do HIV é reduzido a menos de 2%. No entanto, sem o adequado planejamento e seguimento (WHO, 2016), está bem estabelecido que esse risco é de 15% a 45%¹.

Importante destacar que “Todas as gestantes devem realizar teste sorológico para sífilis e HIV na primeira consulta, repetindo o teste no terceiro trimestre (em torno de 28 semanas) e no momento do parto ou aborto. “A repetição do exame é importante, pois muitas mães adquirem a doença durante a gravidez e o diagnóstico é realizado na hora do parto, quando já não é mais possível evitar a doença na criança” ¹.

 

Referência

1.Brasil. Ministério da saúde. Blog da Saúde. Tratamento precoce da sífilis pode evitar em até 100% a infecção no bebê. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/51952-tratamento-precoce-pode-evitar-em-ate-100-a-infeccao-no-bebe. Acesso em: 27 de junho de 2019.

2.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DE HIV, SÍFILIS E HEPATITES VIRAIS. Brasília, 2018.

Teleconsultoria respondida por Naiara de Andrade: Enfermeira, teleconsultora de enfermagem, especialista em Enfermagem Obstétrica.