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Hipoglicemia é um evento adverso comum em pessoas com diabetes. É mais frequentes em portadores de Diabetes tipo 1, porém também acontece nos portadores de Diabetes tipo 2 que fazem uso de insulina ou drogas como sulfoniluréias. ⠀
Atualmente a hipoglicemia é classificada em níveis que vão de 1 ao 3:⠀
• Nível 1 – Alerta de hipoglicemia – Glicemia <70 mg/dl sem sintomas⠀
•Nível 2 – Hipoglicemia clinicamente importante – Glicemia <54 mg/dl⠀
•Nível 3 – Hipoglicemia severa – Presença de sintomas neurológicos que necessitem ajuda de outra pessoa (qualquer nível de hipoglicemia).⠀
Na maioria dos pacientes, defesas do organismo são estimuladas durante a hipoglicemia através de mecanismos protetores como secreção de glucagon (hormônio hiperglicêmico) e liberação de adrenalina (que provoca sintomas como taquicardia, sudorese, tremores e agitação como sintomas de alerta) antes de uma perda de consciência. Porém, alguns pacientes podem perder a capacidade de desencadear esse tipo de defesa, o que constitui-se em maior perigo para desenvolvimento de hipoglicemias severas. ⠀
Causas para a perda da sensibilidade à hipoglicemia são: longa duração do diabetes; uso de drogas incluindo álcool; durante o sono; presença de hipoglicemias constantes; idade avançada; hemoglobina glicada baixa e atividade física intensa frequente (atletas). ⠀
Nesses pacientes devemos estar mais atentos ainda e tentar um bom controle do diabetes, porém reduzindo ao máximo riscos de desenvolver hipoglicemias. Em alguns pacientes, inclusive, os alvos de glicemia e hemoglobina glicada devem ser modificados.⠀Algumas  das estratégias para reduzir risco de hipoglicemia em pacientes diabéticos incluem monitorização mais frequente do diabetes, uso de novas insulinas (análogos de ação lenta e rápida).
Texto: Drª Caroline Bulcão , médica endocrinologista pela UNIFESPCRM12931. Doutora em Ciências pela UNIFESP. Fellowship em Pesquisa Clinica na Joslin Diabetes 
Clinic( Harvard Medical School); Professora Adjunta da EBMSP e INIME ; Perceptora de Residência Médica em Endocrinologia do CEDEBA 
Referências:
International Hypoglycaemia Study Group – Diabetes care/Diabetilogia 2017
Zammit and Frier. Diabetes Care 2005:28:2948-61